Esse termo é bem antigo, embora pouco compreendido. Todo mundo sabe o que é ser amável com o próximo ou ter boas maneiras, mas em geral se escolhe a quem tratar bem, mesmo sem se dar conta.
Um exemplo de urbanidade: Ontem à noite entrou aqui na escola um rapaz, justamente no intervalo da aula da noite. Cumprimentou a todos os alunos, assim como a nós. Perguntamos o que ele queria. Respondeu que queria estudar. Sacou da mochila uma apostila bastante manipulada, disse que estava fazendo curso de panificação. Sorrindo mais que a boca ele abriu a apostila e nos mostrou. Disse que há vinte anos morava na rua, que estava 'limpinho' porque agora vivia num pensionato. Engrenou num papo com minha mãe, que o parabenizou pela iniciativa nos estudos. Até aí ninguém acreditava no que estava vendo, tudo muito inusitado. Uns acharam que seriam assaltados e fecharam a cara, outros se aprontaram para defender minha mãe. Mas o rapaz queria uma coisa: ser ouvido. Tá bom, tá bom. Ele queria dinheiro também, segundo ele para pagar a noite da pensão (sabe-se lá o que fosse fazer com a grana), mas assegurou que iria devolver o empréstimo. Disse ainda que voltaria, com o diploma de padeiro na mão, só pra mostrar pra ela.
Ok... solos de violino à parte, já que a questão é bem mais séria do que parece: fosse hostilizado, ou mesmo ignorado, possivelmente a grana ia parar na primeira pedra que aparecesse no caminho (mesmo porque, aqui na frente do canal do chorão não precisa procurar muito). Ninguém sabe o que foi feito do dinheiro, nunca se vai saber. Mas ao sair, o cara falou pra minha mãe: 'Eu sei falar pão em francês: é pain'. Sabe aquele ditado, violência gera violência? Então... o inverso é bem verdadeiro. Isso tem nome, é saber conviver inteligentemente em sociedade, isso é urbanidade.
Um exemplo de urbanidade: Ontem à noite entrou aqui na escola um rapaz, justamente no intervalo da aula da noite. Cumprimentou a todos os alunos, assim como a nós. Perguntamos o que ele queria. Respondeu que queria estudar. Sacou da mochila uma apostila bastante manipulada, disse que estava fazendo curso de panificação. Sorrindo mais que a boca ele abriu a apostila e nos mostrou. Disse que há vinte anos morava na rua, que estava 'limpinho' porque agora vivia num pensionato. Engrenou num papo com minha mãe, que o parabenizou pela iniciativa nos estudos. Até aí ninguém acreditava no que estava vendo, tudo muito inusitado. Uns acharam que seriam assaltados e fecharam a cara, outros se aprontaram para defender minha mãe. Mas o rapaz queria uma coisa: ser ouvido. Tá bom, tá bom. Ele queria dinheiro também, segundo ele para pagar a noite da pensão (sabe-se lá o que fosse fazer com a grana), mas assegurou que iria devolver o empréstimo. Disse ainda que voltaria, com o diploma de padeiro na mão, só pra mostrar pra ela.
Ok... solos de violino à parte, já que a questão é bem mais séria do que parece: fosse hostilizado, ou mesmo ignorado, possivelmente a grana ia parar na primeira pedra que aparecesse no caminho (mesmo porque, aqui na frente do canal do chorão não precisa procurar muito). Ninguém sabe o que foi feito do dinheiro, nunca se vai saber. Mas ao sair, o cara falou pra minha mãe: 'Eu sei falar pão em francês: é pain'. Sabe aquele ditado, violência gera violência? Então... o inverso é bem verdadeiro. Isso tem nome, é saber conviver inteligentemente em sociedade, isso é urbanidade.

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