terça-feira, 11 de janeiro de 2011

o processo é lento

Tenho me esforçado na arte da autocompreensão. Muitos anos no inferno da crítica e da autocrítica. Consome muito; rouba tempo, paciência e sinapses dos teus neurônios. Pra depois a galera ter que se comprometer com academia, yoga, e nós com cerveja e remédios. Haja neurose. Dizem que o mais neurótico é aquele que continua fazendo a mesma coisa e espera resultados diferentes (adoro a obviedade dos velhos deitados)... hora de tentar entender o próprio cabeção.

Que coisa doída que é fazer isso! Conto com ajuda humana, química e orgânica, pelo menos.

Eis que ouvi que 'sempre tentei me enquadrar, sendo que não sou quadrada'. Tijolada na cabeça, panelada na cara, lâmpadazinha acendeu. Gostei muito, primeiro por não ser quadrada. Ufa! Por muito tempo achei que fosse. Disso já me livrei, excelente. Ora, a análise mais superficial pode concluir que eu seria infeliz dentro de um enquadramento rigidamente desinteligente (pleonasmo vicioso). Também por esse motivo, tantos trampos sem sucesso, desistências e oportunidades perdidas. Bastante coisa deu pra eu perceber a meu respeito. Ótimo, estou no caminho, então. Pra alguma coisa serve ter mais de 30.

Nenhum comentário:

Postar um comentário