domingo, 5 de dezembro de 2010

cuidado com furtos no interior do veículo

Dirigir nunca foi meu forte. Tinha se tornado, aliás, uma atividade demasiado cara para os padrões dos meus bolsos e das minhas emoções, tamanha a quantidade de multas, batidas, encostadas, arranhadas e sustos que tomei nos últimos anos.

Solução: simples, vender o carro, pagar as multas e impostos em débito, não gastar mais com gasolina, ipva, e nem com as onerosas eventualidades. Andar! Melhor, comprar uma bicicleta e unir o útil ao agradabilíssimo, já que o exercício físico necessário ao bom funcionamento dos meus neurônios estaria garantido. Além do fato de que tá na moda, é cool. Carro é coisa de gente antiga, alguém me disse. Concordo, e eu não sou antiga.

Surgiu um problema: ia ter que carregar o notebook. Carregar notebook não é das coisas mais agradáveis que se possa fazer a pé, ou de ônibus, por dois motivos: um, obviamente, é que pesa. O outro é que é perigoso. Podia pegar a bike, claro. Mas para isso é preciso não estar chovendo, coisa rara por aqui, ou seja, longas distâncias exigem ônibus. Na primeira vez, enfiei o note mocadinho na mochila, dei uma bandeira absurda segurando a mochila na frente por causa do peso e do medo, além do peso do medo. Não foi legal. Na segunda, relaxei, pus numa sacola. Com o passar dos dias, tava levando debaixo do braço, percebendo que tinha muita gente fazendo o mesmo que eu.

Um comentário:

  1. tô gostando da extensão dos textos.
    é isso aí, escrever pouco e falar bem.
    bjoooooossss!

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